Hoje Velho...
Cavalgando no lombo do cavalo
Me lembro da vida que tive;
Do gado que guiei ao toque do berrante
Das gurias que amei
E delas fui o melhor amante,
Das cidades que fundei,
para ter uma cama quente e aconchegante;
Do mate que bebi,
e esquentou meu corpo.
do Vanerão que dancei,
das esporas que usei,
E os tablados que arranhei;
meu corpo
O chimarrão que esquentou
minha alma;
No lombo do cavalo,
encontrei meu companheiro,
que me segurou quando tanques estouravam na estrada.
Que me flutuou quando
um banhado atravessei,
e me esquentou quando um teto não encontrei.
E com ele
a fria geada aguentei;
Galhos cortei,
matas adentrei,
e na sombra da Araucária
Me deitei;
Pela Praia, com o gado cavalguei
junto com o muar,
e ao meu destino finalmente cheguei.
O gado engordei,
fui para a cidade,
Encontrei uma polaca e me apaixonei,
e disse a ela: " Não chores Chê, um dia voltarei!"
Voltei pra estrada,
pra fria serra gelada.
Com o mate na Cuia
a gaita no colo,
E o Paraná no peito.
O Gado eu vendi,
mas pra Curitiba eu voltei;

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